Senador maranhense lamenta morte de quilombola e diz que crime não pode ficar impune

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Morreu neste sábado (08), em São Luís (MA), o quilombola José Francisco Lopes Rodrigues, de 58 anos, que sofreu um atentado à bala na comunidade Cedro, no município de Arari (MA), em 3 de janeiro. Cedro convive com um conflito por terras e, nessa tensão, essa é a quinta pessoa assassinada, em Arari, nos últimos dois anos.

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) lamentou a morte, disse que o crime não pode ficar impune e afirmou que é preciso “uma atenção cada vez maior no Brasil para temas ligados aos diretos humanos, a questões fundiárias e socioambientais”. 

Na opinião do pedetista, “o nosso país se encontra em uma encruzilhada histórica, em relação a essas questões”. Diante disso, ele defendeu a busca de entendimento e posições mais claras em defesa da vida, ressaltando que “essa é uma questão nacional, que tem suas especificidades no Maranhão“.

Weverton lembrou que 2022 apenas começou e, além de graves problemas das enchentes, já são noticiados “episódios inaceitáveis no Maranhão”, como o assassinato em Arari e o espancamento de um jovem negro em Açailândia.

Agravamento preocupante da violência no campo

Weverton pediu atenção para os dados divulgados no livro “Conflitos e Lutas dos Trabalhadores Rurais no Maranhão em 2020”, organizado pelo advogado popular Diogo Cabral e lançado em dezembro de 2020 pela Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Maranhão (Fetaema). Weverton, que participou do lançamento, disse que “é preocupante o agravamento da violência no campo”.

O senador defendeu que os setores verdadeiramente democráticos do Brasil, incluindo liberais, se unam em busca de solução para o problema. “Devemos nos aproximar cada vez mais dessas questões, ouvir, aprender, buscar informações e, se for o caso, rever posições, para que se possa superar diferentes agressões e preconceitos”.

O pedetista falou na construção de uma agenda política que possa “garantir os direitos e o modo de vida de diferentes setores da sociedade, rurais e urbanos, que seguem vulneráveis a diferentes formas de violência”.

Weverton Rocha disse que é preciso ficar claro que priorizar essas questões, não é desconsiderar a importância de setores empresariais, incluindo os produtores rurais. “Eles prestam um serviço de grande importante ao país, fundamental para nossa economia, incluindo a geração de empregos. Mas há questões a serem resolvidas e é preciso buscar consenso em favor da vida”, diz ele.

O senador maranhense finalizou enfatizando que “em nenhuma sociedade do mundo, se chegou a níveis aceitáveis de civilidade e de verdadeiro desenvolvimento humano e econômico, aprofundando desigualdades ou institucionalizando a violência”.

Revista Fórum

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