O erro de cálculo de Flávio Dino

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O governador Flávio Dino (PSB) atropelou partidos, lideranças aliadas e os próprios critérios que havia estabelecido na carta-compromisso de julho, ao anunciar, no dia 29 de novembro, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como sua “opção pessoal” para a disputa pelo comando do governo estadual em 2022.

Quando apresentou Brandão como parceiro preferencial, Dino esperava mobilizar uma onda de adesões favoráveis à pré-candidatura do vice-governador. O comuno-socialista acreditava que partidos, prefeitos, parlamentares e lideranças políticas do interior atenderiam, de imediato, o comando para subirem o palanque do tucano.

À época, os porta-vozes do governador bradavam nos quatro cantos do estado que a pré-candidatura do Weverton Rocha (PDT) ao governo seria esvaziada pelo poderio político-econômico da máquina estadual. Alguns, sem qualquer pudor, falavam abertamente em cooptação por meio de convênios, favores e oferta de cargos e espaços. Outros, falavam em demissões, boicotes e até no uso do aparato jurídico-policial para “convencer” quem não estivesse disposto a colocar o boné de Brandão.

Trinta dias depois, a preferência de Dino pelo subordinado se mostrou equivocada, contrariando os prognósticos dos pensadores políticos abrigados no Palácio dos Leões. Além de não crescer junto ao eleitorado, Brandão não atraiu novos apoiadores, não conseguiu acrescentar nenhum novo partido ao seu projeto, muito menos convenceu a classe política de sua viabilidade eleitoral.

Enquanto isso, Weverton se firmou como pré-candidato, conseguindo manter os aliados no seu entorno, apesar do imoral assédio de Flávio Dino contra a senadora Eliziane Gama e o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto. O pedetista, que já contava com o apoio do Republicanos, Democratas, Cidadania, Progressistas e PSL, fechou com a Rede Sustentabilidade e avançou nas conversas com o PT.

Divulgada na noite dessa terça-feira (28) pela TV Meio Norte, a pesquisa do instituto Engrácia, de São Paulo, mostra o tamanho do equívoco de Dino. Weverton tem o triplo das intenções de votos de Brandão no cenário estimulado. Os demais levantamentos a serem divulgados até a próxima quinta-feira (31) devem confirmar o erro.

Não por acaso, o governador já admite que pode mudar de posição até o final de janeiro. “Se a maioria considerar que a minha posição está errada, é óbvio que eu serei o primeiro a revê-la”, desabafou o comuno-socialista em entrevista à Mirante do último dia 21.

Blog Marrapá

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